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recibo amarelo ficando branco

Poema de Moema Vilela


desde que saí da BR-13
e deixei você no portão
pessoas de fora me vêem caminhar
fazer compras
responder perguntas sobre as férias
a única coisa que eu faço
por dentro
é sofrer nosso coro
meu corpo seu corpo o nosso
encontro copo e água entreabertos
doze horas
e uns quebrados
um ao outro satisfeitos
perfeitos no esquecimento
das visões de pele e ouvidos
e dos roxos
que se apagam
como tudo o mais

o que posso dizer?
os românticos montam cenários
esperam por frases
luz indireta, viagens
acabam lamentosos
nos terapeutas
reclamando da safadeza dos homens
enquanto isso
os despretensiosos se engastam
a crepúsculos impressionantes
e os indecisos, os generosos, os distraídos
os que não precisam
de ninguém
todos os tipos
de enlace
na impossibilidade de gastar a sorte
nada
se
perdem
nada
se
ganham

 

 

 

Verão 2015 / Edição amarrada em um poste

Moema Vilela

Moema Vilela é escritora e jornalista. Autora de Ter saudade era bom (Dublinense, 2014). Publicou poemas e contos em revistas e antologia. Mestre em Estudos de Linguagem (Linguística e Semiótica - UFMS) e em Letras (Escrita Criativa - PUCRS). Doutoranda em Letras na PUCRS.

Site da autora

www.moemavilela.com

 

   

Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

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