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Isto não é um aviso e outros poemas

Poemas de Victor Prado

Solidez

Meu argumento reside em meu olhar,
minha aflição retida na falta,
na ausência,

no forçar da mandíbula.

E quando espelho, presto atenção
nos movimentos em potência,

no desperceber,
no notar sem querer.
Tu sempre escorregas,
mas teus escorregos não são suficientes de riso.

Te observo
de fininho, que olhar é brincadeira de mão.
Te observo, que falar é impreciso quando somos reflexo.

Assisto em quadros a concretização,
a montagem irreversível da memória
e falo a ti dos caminhos a percorrer.

Te contaria em metros
minha busca.
Então nossa capa nos esconderia e meus
escombros seriam reflexos-alucinações em teus olhos.

Te contaria em branco
meus quereres:

quero-te sólida
quero-te viva em minhas mãos
minha boca saliva na memória de ti
quero-te
quero-te
quero-te
nada mais nada mais nada mais.

* * *

Das Crenças

..., cada vez mais
os ventos saem de fora
e trazem o que você sabe

A dança da menina morta

Pulos e inconsciência
voltas

Se acredita
é verdade
sem dúvida

II

Ela jaz no chão
caída dos
seus olhos, ou,
num caixão forjado
para seu gosto?

III

Os ventos deveriam
sair de dentro
não de fora.

* * *

Isto Não é Um Aviso*

Quatorze mil almas
e o fundo oceânico
em chamas:
em festa;

Vim fugido daquele que é eu
para todos os fins
que não necessitam de
inícios.

Todas essas conversas
que só ouço:
Não me intrometo de papagaio
ou maritaca.

Não sou de hoje,
esse oceano não me serve,
o que me veste bem é riacho e
o silêncio orquestrado pelas nuvens.

O bom acontece no sem-tempo;

Poupar tempo é não comprar relógios
(abrir os olhos e acordar o sonho).

2.
Aquários humanos
são feitos de placas
e não necessitam de tampa

Vocês são seres aquáticos
que escapuliram a si mesmos
e hoje pensam em mares
como quem brinca de telefone sem fio.

3.
E todas essas coisas
podem ser provadas,
mas os gostos variam
de acordo com o paladar.

Isso não é um aviso.

Aviso é fechar os olhos e abrir a boca.

* Poema publicado originalmente pelo Canal SubVersa em 01/09/2014.

 

 

 

 

 

Verão 2015 / Edição amarrada em um poste

Victor Prado

Meu nome é Victor Prado, tenho 19 anos, sou do interior de São Paulo. Atualmente resido em Franca (SP) e curso Relações Internacionais na UNESP. Tenho poemas publicados pelo Canal SubVersa, Revista Grito, Portal Guata e Jornal RelevO, além de uma menção honrosa no XV Concurso Nacional de Poesias - Edição Álvares de Azevedo realizado pelo CBE. Possuo, também, uma série de vídeo-poemas chamada Entende? e em outubro de 2014 lancei para leitura e download gratuitos o e-book de poesia Mamute. Também publico poesias no blog Inexorável.

 

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Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

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