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Dorme poema & Solidão

Dois poemas de Carolina Meyer Silvestre

 

Dorme Poema

Dorme, poema.

Deita teus versos pífios no lençol branco do papel.

Silencia a rima,

cala a fragilidade encardida de dor,

livra-te da métrica que não deixa ousar.

Tu, que não nasceste conto, crônica ou novela.

Tu, que não podes ser traduzido por língua estrangeira.

Tu, que expressas muito sem fazer sentido de nada.

Dorme,

dorme,

dorme.

E acorda enorme.

 

* * *

 

Solidão 

Só lida

bem

com a

solidão

quem é bem

sólida.

Mas

só lhe dão

lida.

Sol,

não.

 

 

 

 

 

 

 

Inverno 2015 / Não sobre o amor

Carolina Meyer Silvestre

Carolina trabalha como atriz e redatora freelancer em Porto Alegre. Em duas ocasiões foi contemplada com o primeiro lugar em concursos culturais promovidos pela Editora Abril e jornal Zero Hora, resultando, como premio, viagens para Grécia e Inglaterra, respectivamente. Em 2014 participou da coletânea Poemas no Ônibus e no Trem, da Prefeitura de Porto Alegre – Editora da Cidade. Frequentemente é acordada por um verso e por isso organiza, para ser lançado em breve, o seu primeiro livro de poemas. Tem 5 gatos.

 

 

   

Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

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