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Imagem: Gerrit A. Beneker / Telephone operator (a weaver of public thought) (1921)

Editorial Ao longo do tempo provavelmente concebemos não apenas um, mas vários projetos de vida, geralmene ligados a ambições pessoais e profissionais. Meu primeiro projeto de vida era de ser a pessoa mais veloz do mundo. Devia ter seis anos, ou até menos. Assistia corridas de carro na televisão e passava meus recreios na escola apostando corridas ao redor de uma quadra esportiva que ninguém usava. Quando uma estrela cadente caía, ser a pessoa mais veloz do mundo era a única coisa que eu conseguia imaginar que valia a pena desejar. Às vezes fazia corridas imaginárias com pessoas que não sabiam que estavam correndo contra mim. Em suma, meu primeiro projeto de vida já era acima de tudo, um projeto concebido para um universo onde eu deveria estar em permanente competição com quem quer que estivesse ao meu lado.

A maior parte de nós provavelmente não sabe se imaginar fazendo qualquer coisa que não seja por competição. Somos postos em competições nas escolas, e depois nos vestibulares e depois nos ambientes de trabalho. Ficamos até felizes quando nos falam da possibilidade de fazer carreira competindo com os colegas. Até Manoel de Barros  concebia a poesia como tudo o que pode ser apostado no cuspe a distância. E cada competição tem seus elementos fundamentais. Regras, vencedores e perdedores, provavelmente um vendedor de pipocas em algum lugar. E invariavelmente um juiz.

(clique aqui e leia a íntegra do editorial)

 

Primavera 2015

Museu das conversas desencontradas

 

Contos

True estoryes

de Cheetara (ou Mário)

- vamos supor que existe reencarnação, tá? tá. não existe vidas passadas, mas vamos supor, tá? tá. tendi. dizaê, o que cê acha que cê foi, se existisse a reencarnação que não existe.

Edição ilimitada de tragédias particulares

de Josi Siqueira

Dr. Guimarães não pôde visitá-la hoje. Às nove horas do dia anterior havia ligado e dito que problemas pessoais o impediriam de exercer seu cargo neste dia;

Devoção

de Roselaine Hahn

A vidinha pachorrenta entrou cambaleante no mês de abril. Aguardo o milagre da profundidade empanturrando-me de chocolate.

Conservas

de Denise Mazocco

“Se não estiver bom jogue fora! É uma conserva que fiz do passado.” Curiosa justificativa para um doce, pensava. Que parte do seu passado guardara naquele pote de figos?

Encontro com um assassino

de Lena Luiz

- Eu disse a ela: ‘você está muito bonita’, e senti que meu rosto queimava. Eu sabia que tinha ficado vermelho. E ela riu. Riu de mim. Foi por isso que eu a matei.

O dom

de Tamara Chagas

Eram como palavras entalhadas na madeira. A superfície, machucada e passiva, deixava-se dominar pelos signos... Não foi fácil quando o “dom” se manifestou em mim pela primeira vez.

Domingo no shopping

de Felipe Bibian

uma pólo horizontalmente listrada fechada até o último botão parece enforcar o pescoço e o boné colorido tem um selo de autenticidade.

Pé de múmia

de Marcella Lopes Guimarães

Voltou para o hotel mais cedo. A noite anterior tinha sido animada pelo reencontro com amigos, do bar à cama.

Uma confissão

de Ernane Catroli

Agora mesmo, então. E não só o que se revela ou se oculta em jorros de alegria ou de dor. Às vezes vômito, sangue, excremento e ira. E medo. Muitas vezes medo. Também silêncio.

Poemas avulsos

Preâmbulo

de Rogerio Luz

Touro

de Luiz Fellipe de Almeida Santos

 

Ensaios

Ensaio sobre o anonimato

de Ana Luiza Mendes

Por muito tempo na história “anônimo” era uma mulher. Com essa frase Virgínia Woolf denuncia duas deficiências na história da humanidade: a de não reconhecer e não dar espaço à voz das mulheres.

Da nossa memória fabulamos nóis mesmos

de Rafa Ireno

“A cidade é uma só?” (2013) e “Branco Sai, Preto Fica” (2015) de Adirley Queirós passando na galeria Olido, ali na República, uma experiência interessante. Numa sexta feira, às 19hs, o público não dá 15 pessoas. Geralmente, homens.

Nova literatura romena

Traduções de André Carlos Arruda Heliodoro

Azul

Conto de Lavinia Braniste

Luiza

Conto de Lavinia Braniste

Vigilante dia e noite

Conto de Bogdan Dumitrescu

Os aperfeiçoadores

Conto de Bogdan Dumitrescu

Danutz

Conto de Ruxandra Cesereanu

Seu Ionescu

Conto de Ruxandra Cesereanu

Coletâneas de poemas

sanguecinza

de Fernanda Lopes

oitoitenta

de João Pedro Souza Liossi

Quatro poemas brasilienses

de Jório Cunha

Oro azul

de Barbara Monfrinato

Lista nº mil e outros poemas

de Roberta Santiago

Vinil e outros poemas

de Rosana Piccolo

 

   

Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

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