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Edição ilimitada de tragédias particulares

Conto de Josi Siqueira

I

Dr. Guimarães não pôde visitá-la hoje. Às nove horas do dia anterior havia ligado e dito que problemas pessoais o impediriam de exercer seu cargo neste dia; pedia desculpas pela ausência, porém não soava tão condolente em sua última frase “Afinal, preciso viver minha vida”. Ela passou as últimas horas remoendo essa frase, perguntando-se se algum dia um doutor iria tratá-la como participante de uma vida – se faria diferença –, ou será que tudo o que ela era, quando estava sozinha, era desprovido de vida?

A tevê ligada anunciava a morte por assassinato de um garoto que morava no interior de São Paulo. O volume do aparelho estava alto, porém não o suficiente para aplacar o som de uma barata que entrou pela janela e ficou sobrevoando no interior do cômodo. Ela se lembrou de um dos milhares conselhos do Dr. Guimarães sobre ter paciência com os detalhes. Para ela, uma barata não era um detalhe sem importância; o zunido daquele pequenino ser preenchia seu dia. Eram nove horas da noite quando Marli Oliveira se tornou responsável pela extinção da vida da barata Geórgia, que, mesmo com as entranhas expulsas de seu abdômen continuou a rastejar por alguns segundos, antes de parar completamente. No início, Marli sentiu alívio. Começou a sorrir ao ver o corpo do inseto no chão. Depois, a sensação foi de admiração. Abaixou-se ao chão para poder olhar a barata de perto. Ela ficou fascinada pelos pêlos em suas pernas encolhidas sobre o corpo inerte, esperando o fim do mundo.

Com cuidado, Marli a tocou e a colocou em cima de um pequeno pedaço de papel. Emocionada, dobrou-o todo e o levou aos fundos da casa, já na manhã do dia seguinte. Enterrou o embrulho num buraco que fez no chão e jogou terra por cima. Do lado, colocou um galho que retirou do pé de acerola. Gostaria de ter colocado uma placa “Aqui jaz uma barata”, mas nem sequer sabia o nome da tal barata.

Voltou para casa, seus pensamentos interrompidos pela notícia da mulher de quarenta e cinco anos que foi encontrada morta num bueiro, às cinco horas da manhã do dia atual.

 

II

Geórgia não foi a primeira barata assassinada por Marli Oliveira, porém foi a última. Marli se arrependeu por tê-la matado, se repreendeu por ter deixado o mínimo zunido do animal perturbá-la a esse ponto. Deveria ter ouvido Dr. Guimarães, ele estava sempre certo. Mas o Dr. Guimarães não apareceu no dia seguinte, e ela não pôde dizer a ninguém que tinha cometido esse crime horrível.

Ela dedicou algum momento de silêncio após enterrar a barata. Desligou a tevê e ficou na sala, os olhos baixos, as mãos cruzadas, pensando no detalhe. Uma barata tinha entrado na sala pela janela, e o que ela fez? A matou… E se, pensou Marli, um pássaro entrasse pela janela piando? Ela o mataria também? Se um gato fizesse o mesmo? Um cachorro, um menino… Seria ela capaz de matar um menino?

Marli se assustou com seus próprios pensamentos. Claro que não seria capaz de matar um menino! Claro que não. Uma criaturinha tão inocente, tão dócil, ela não poderia fazer algo assim com uma pessoa. Nem se ele estivesse chorando, gritando, esperneando. Era uma pessoa. Não se matam pessoas, era o que tinha aprendido através de diversos meios. Será que também não se podia matar baratas, pássaros, gatos, cachorros…? Não sabia, pensava com ternura na barata que também era inocente, dócil – se a conhecesse, com certeza a trataria como sua próxima. Tão antiga, tão anciã… Tinha aprendido desde criança que, para os anciãos, devia-se o respeito.

Dr. Guimarães não havia ligado para dizer por que não podia vir. Marli o imaginou numa praia, ao lado de uma mulher com pernas longas e bronzeadas… Imaginou se as pernas dela seriam capazes de se encolherem como as da barata, e se quando morresse, ficariam inertes daquela maneira.

III

Três dias desde o dia da morte de Geórgia se passaram e o Dr. Guimarães continuava “vivendo sua vida”. Marli Oliveira necessitava falar com alguém, mas sempre que discava o número do celular do médico, o resultado era a voz de uma mulher dizendo que a linha estava ocupada e que ela poderia tentar ligar em outro momento.

Três homens foram baleados ao sair de uma boate no sul do país, logo após terem feito uma série de provocações ao atendente de bar, notícia que a televisão adorava realçar, pois os tais três homens eram políticos em dia de confraternização do partido. Marli Oliveira ouvia as notícias ao tomar o café da manhã, ao fazer o almoço, sempre as mesmas desgraças, se não as mesmas, outras tantas semelhantes, apenas com sobrenomes e rostos diferentes. Nesse dia, pensou em Geórgia. Será que fariam todo esse estardalhaço sobre a morte de uma barata algum dia? Será que ela, Marli, apareceria na televisão, sendo arrastada por policiais por ter cometido algo parecido com o que fez com a barata, porém com uma pessoa? Um calafrio percorreu sua espinha. Balançou a cabeça; não devia ficar pensando besteiras.

Ao fazer o jantar, usava a faca bem afiada para cortar a ponta de alcatra em bifes. A faca deslizava pela carne, tão fácil, rápido, e eficientemente ajudava Marli a colocar os bifes numa vasilha para poder temperá-los. Em dado momento, sua mão tremeu com seu pensamento.

Ela largou a faca e a carne e correu até o telefone. Discou o número e novamente a voz da mulher-padrão começou a falar que o telefone estava ocupado, que ela poderia deixar um recado.

“Preciso falar com você imediatamente, doutor. Estou tendo alguns problemas. Fiz algo terrível que está me consumindo por dentro. Por favor, venha me ver, por favor! Eu… não estou bem, doutor.”

Três dias se passaram e Marli não recebeu nenhuma resposta do Dr. Guimarães. Ela assistiu televisão nesses dias e perdeu a conta de quantas pessoas foram mortas por assassinato, e como os jornalistas mudavam de uma notícia tensa

para falar que você deve visitar o hotel a oceanos do seu país antes de morrer, pois lá é o único lugar no mundo que você pode dar asas a sua liberdade e se sentir infinito.

 

IV

O menino de sete anos, Vitor, invadiu a sala da casa de Marli correndo com um aviãozinho na mão.

“Oi, tia!”, gritou ele já da cozinha, procurando algo na despensa da tia. “Tem bolacha?”

Marli saiu do quarto, de onde lia um livro, e não precisou respondeu a pergunta do seu sobrinho único. Ele já havia encontrado o pacote de bolacha e se encontrava na sala, sentado no sofá e olhando entediado para a televisão muda.

“O que está passando aí agora?”, perguntou Marli, que resolveu colocar alguns biscoitos que havia feito para sua irmã numa vasilha.

“Explosões. Gente morta. Hospital. Mais gente morta. Credo. Tia, acho que tá acontecendo aquilo lá de novo!”

“Aquilo lá o quê?”

“A mamãe tava me falando que no tempo do bisavô aconteceu umas guerras bem loucas, e que ele quase teve que ir pra… Itália, sei lá. E que tinha um monte de gente morta, sangrando, sem pé nem cabeça, credo.”

Marli franziu a testa.

“Por que ela foi te dizer isso?”

“Não lembro, tia…”

Marli fechou a vasilha e foi à sala fazer companhia ao sobrinho.

“Ela te falou sobre as Guerras Mundiais sem nenhum por quê? E justo as piores partes? Isso não faz sentido.”

“As piores partes?” Os olhos dele encontraram os dela sem interesse. “E alguma parte foi boa? Tem mais bolacha?”

O garoto correu para a cozinha novamente. O olhar de Marli foi atraído para a televisão. Ela ergueu o volume e pôde entender o que estava acontecendo. Se era a terceira Guerra Mundial, ela não sabia, porém um país conhecido por seu exército bravo e arsenal poderoso invadiram outro país com a declaração de que este possuía planos de dominar o mundo, conforme gravações de áudio que encontraram, e muitas pessoas de ambos os países foram feridas e mortas durante a operação.

Vitor voltou à sala, deslizando sobre o piso.

“Começou o filme?”

“Que filme?”

“Ué… isso daí não é um filme?”

Marli desligou o aparelho. Ela apenas olhou para o sobrinho quando este se lembrou de lhe entregar um frasco com comprimidos.

“Quem te mandou isso?”

“A mamãe disse pra eu te dar.”

“Mas… o que sua mãe tava fazendo com isso, Vitor?”

O menino deu de ombros.

“O cara passou lá em casa ontem, disse que era pra te entregar. Mamãe ficou com preguiça de vir aqui e me mandou vir. Você já viu meu skate novo?”

“Que cara é esse, Vitor?”

“Ah, tia, um cara aí. Sei lá o nome dele. Barrigudo, camisa branca, cara de chato. Bigode. Meio careca. Ah, ele é doutor! Ele é vermelho, e tem um desenho de um dragão nele.”

“O quê? O que é vermelho?”

“Meu skate, tia!”

“E esse doutor? Era o doutor Guimarães?”

“Guimarães? Sei lá, deve ser. Você quer ver meu skate?”

Marli tinha os olhos fixos no frasco. Ela se perguntava como é que o Dr. Guimarães, que estava “vivendo a vida” dele, ao lado de uma mulher com pernas bronzeadas, na praia, tivera tempo de levar para sua irmã seus comprimidos.

“Se ele está aqui… por que não veio aqui?”, perguntou-se, baixinho, sentindo-se parte de uma grande piada.

Ia perguntar a Vitor se o doutor continuava na cidade, mas o garoto já havia ido embora, deixando-a com o frasco de comprimidos para mantê-la sã, uma vasilha com biscoitos, uma televisão anunciando tantas belezas e crueldades, uma barata assassinada nos fundos da casa e a presença cada vez mais sufocante da rejeição, culpa e solidão.

 

V

A recepcionista não demonstrou surpresa ou prazer ao vê-la ali. Suspirou, discou o ramal do Dr. Guimarães e, sem mesmo olhar Marli Oliveira nos olhos, disse que ela poderia entrar na sala após bater na porta.

O homem barrigudo, de camisa branca, cara de chato, bigode, meio careca e com aparência cansada estava sentado atrás de uma mesa organizada, seus pequenos olhos encarando a tela de um computador.

“Feche a porta, Marli.”

Ela obedeceu e se sentou em frente a ele, sem pedir permissão. Na mão, trazia um papel. Os dedos estavam trêmulos como as palavras que em seguida pronunciou.

“Eu precisei falar com o senhor durante seu… tempo livre. Eu liguei.”

O Dr. Guimarães suspirou. Passou os dedos nos olhos e finalmente deixou o computador de lado.

“Marli, eu vi que você andou me ligando umas mil vezes. Eu disse que precisava viver minha vida, e você continuou me ligando. Eu preciso de um tempo, entendeu?”

“S-sim. Mas… eu precisava falar com você. Estou sendo atormentada todos os dias desde que o senhor se foi e não posso compartilhar com ninguém o que aconteceu.”

O doutor, impaciente, se levantou da cadeira e apoiou as mãos na mesa, tentando respirar fundo, com dificuldade para manter a calma.

“Eu andei pensando e concluí que eu não tenho nada a ver com o fato de você morar sozinha, de sua mãe ter morrido por sua causa e por causa do seu pai suicida, e sabe o que mais? Eu não tenho nada a ver com você e já tentei te ajudar de todas as formas que pude pensar, então eu disse que precisava viver minha vida e você entendeu tudo errado. Quando eu digo ‘minha vida’, isso não te inclui, Marli, entendeu?”

“A barata entrou em casa pela janela e eu… eu fiquei ouvindo aquele som, sabe? Aquele som de… de que alguma coisa está errada, de que ela não deveria estar dentro da minha casa… Daí, eu… Eu acabei pegando o chinelo e a matando.”

Dr. Guimarães respirou fundo, voltou a se sentar.

“Você veio aqui me falar sobre uma barata?”

Marli sorriu e balançou os ombros como se pedisse desculpas. Seus olhos estavam úmidos agora, ao lembrar-se da cena, e de tudo o que a vinha atormentando há dias.

“Eu sei que o senhor falou para eu não dar importância aos detalhes, mas naquele momento eu senti essa força aqui dentro e acabei fazendo isso… Eu sei que foi errado, eu não premeditei. Depois, fiquei me sentindo culpada, fiz até um caixãozinho para a barata… Nem sei o nome dela. Você, você sabe?”

“Você sabe o quê?”, o doutor franziu a testa quando viu a barata dentro do papel que Marli colocou sobre a mesa.

“Você sabe o nome dela?”

Por um momento, ele pensou que ela estivesse brincando, que ela estivesse lúcida e fazendo-o se sentir culpado ou o sádico da história.

“Mas, doutor, eu peço desculpas por isso. Se o senhor visse como foi difícil viver depois desse meu ato! Eu passei dias pensando na barata, e toda hora apareciam notícias horríveis na televisão… Toda hora tem gente morrendo assassinado, deixando o mundo como essa pequena barata que não fez nada para merecer… Aliás, ninguém merece isso mesmo, a gente só acaba por dar ouvidos a essas forças que vem de dentro sussurrando pra gente levar a vida de um ser embora. E quando levamos essa vida embora, não é como se toda a força desse outro ser fosse passada para nós, é como se a gente voluntariamente jogasse a alma numa caixa, fechasse com cadeado e jogasse a chave no mar para nunca mais encontrar, mas nós continuamos sentindo o peso, parece que estamos carregando algo… E depois nós descobrimos que muitas pessoas já fizeram isso, já pegaram outras vidas por aí, colocaram na caixa, jogaram a chave fora (porque esse é o único ato involuntário) e o que nos resta? A gente fica vagando, paranóico, esperando virar a próxima notícia… E muitas vezes a gente nem aparece na televisão, que mundo doido…”

Dr. Guimarães olhava para Marli como se estivesse vendo o próprio fato de pessoa que deixou o mundo da razão da pior maneira: ela sentia o peso de suas ações numa proporção quase impossível, como se o simples ato de matar uma barata pudesse ser comparado a assassinar uma dezena de pessoas.

Mas Dr. Guimarães se cansara de tentar ajudar as outras pessoas com problemas que eles estendiam do centro da Terra até o infinito involuntariamente, a seu ver. Acreditava que tudo o que podia fazer, estava feito, e que se não conseguiu trazer Marli à realidade, nunca seria capaz. Ele deixara que sua profissão o impusesse um limite, e pensava que o tinha atingido quando passou a frequentar a casa de Marli todas as semanas depois que o pai dela se suicidou, e depois todos os dias da semana, exceto aos fins de semana, após a mãe de Marli ter tido um ataque cardíaco, sempre dando conselhos, comprimidos e às vezes simplesmente fazendo companhia.

Ele continuara indo ao trabalho todos os dias no consultório, após ter dito a Marli que precisava “viver sua vida”. Ela tinha deixado de ir ao consultório quando sua própria casa virou o local de cuidado particular do doutor. Ele imaginou que ela não ficaria bem com sua ausência, mas afastava esses pensamentos desejando que ela se acostumasse com o fato. Ao vê-la agora, percebeu que Marli engordara, tornara-se mais pálida e triste, e todo o resquício de beleza que antes ele enxergava nela havia dito adeus.

“Eu precisava falar com o senhor…”, Marli dizia, chorando. “Eu cometi um crime horrível! Eu sei que o senhor estava com aquela mulher de pernas bronzeadas, na praia, vivendo sua vida, mas não precisava me ignorar assim!”

Dr. Guimarães suspirou. Ele estaria muito feliz se tivesse passado todo esse tempo na praia, com alguma mulher com as pernas bronzeadas. Ao contrário, tinha acordado todos os dias bem cedo, caminhado até o consultório e atendido seus clientes de maneira cada vez mais distante, cansada, e até mesmo depressiva. O consultório ia à falência, a cada semana aparecia um cliente insatisfeito, que não achava que o trabalho do doutor estava sendo feito, mesmo a tão alto custo. Dr. Guimarães decidiu cobrar menos pelas consultas, mas isso não foi capaz de contar o fluxo de clientes que depois de sair de seu consultório, nunca mais voltavam. Todos os dias, quando punha a cabeça sobre o travesseiro, uma dor de cabeça latente o perturbava. Sua esposa do outro lado da cama fez as malas e foi embora, sem ao menos o comunicar.

Olhando Marli chorar do outro lado da mesa, Dr. Guimarães lembrou-se de que às vezes pensava nela ao dormir, perguntando-se quanto tempo levaria até que ela deixasse de vez a lucidez que um dia a tornou tão bela, irradiante e inteligente. Ele se lembrou de quando a conheceu, poucos anos atrás, numa sorveteria, os cabelos lisos dourados dela escorrendo pelos ombros nus, o olhar mirando a televisão do outro lado do balcão, a juventude gritando que era ela; foi o mesmo dia que Dr. Guimarães desejou não ter se casado com Naomi Ferreira. E agora aqui estava, a mesma mulher porém com o corpo desfeito, os pensamentos desamarrados e o olhar perdido na pobre barata que participou do seu último lapso de lucidez. Dr. Guimarães pensou que ele também não estava nada bem, pouco diferente das outras pessoas que o encontravam nessa sala. Eram apenas diferentes perspectivas, e ele estava cansado demais para tentar encontrar sua realidade no meio daquela bagunça mental coletiva.

“Vou ser perdoada por isso um dia, doutor?”

E o doutor cometeu o seu maior erro voluntário. Eram três horas da tarde quando Dr. Guimarães convenceu Marli Oliveira de que, não, ela não poderia ser perdoada por aquele ato, e que ele próprio, Dr. Guimarães, era fruto de sua imaginação, um detalhe que deveria ser exterminado. E, apesar da insistência chorosa dela de que aquilo não era real, que ela não poderia fazer nada e mesmo quando ela implorou para que ele parasse de dizer aquelas coisas, Dr. Guimarães disse que era pior que uma barata, porque a barata era inocente, e ele não, e ela era real, e ele não, e que por isso, deveria exterminá-lo para não atormentá-la nunca mais. E ele imitou o zunido da barata Geórgia, que, imóvel em cima da mesa do consultório, presenciou quando Marli Oliveira se tornou responsável por pegar a vida do doutor, colocar numa caixa, trancar e jogar a chave fora.

 

VI

Vitor procurava o canal de desenhos na televisão quando encontrou um rosto conhecido. Um homem barrigudo, de camisa branca, cara de chato, bigode e meio careca apareceu na tela.

“Mãe! Olha esse cara na tevê. É aquele que veio aqui aquele dia. Manhê!”

A imagem foi substituída pelo acompanhamento da jornalista a uma cena de crime. De um consultório da cidade, uma mulher saiu algemada e escoltada por policiais que depois deram depoimento à imprensa.

“Manhê! A tia Marli tá na tevê!”

 

 

 

 

Primavera 2015 / Museu das conversas desencontradas

Josi Siqueira

Josi Siqueira tem 20 anos, mora em Hortolândia/SP, cursa Engenharia Florestal na Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba, e participa do Núcleo de Agroecologia Apêtê Caapuã. Sonha e escreve desde que aprendeu essas “artes”, e qualquer conto, poesia ou romance a remete à Biblioteca Municipal Terezinha de Mendonça Duarte, em Hortolândia, onde teve contato com o fantástico universo dos livros, junto à sua irmã e pais. Edição Ilimitada de Tragédias Particulares é seu primeiro conto publicado por revista. Escreve sempre em seu endereço de blog pessoal.

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