Início          Edição atual          Edições anteriores          Blog          Corpo editorial          Normas para publicação          Quem somos?          Contato         

 

Luiza

Conto de Lavinia Branişte / Tradução de André Carlos A. Heliodoro

          - Eu fui a criança que a minha mãe desejou ter feito para ela.

           Tatiana arqueou as sobrancelhas e inclinou levemente a cabeça, dando a entender que espera uma explicação.

           - É cansativo chegar até aqui, venho a pé, faço uns 35 minutos e fico pensando sem parar no que vou falar e como é que vou falar. Até eu chegar aqui, já disse tudo, não me passa pela cabeça recomeçar. Já pensei nessa frase mais de uma vez.

           - Por que você pensa?

           - Para saber o que dizer.

           - Então, para você é difícil selecionar o que dizer?

           - Mmm...

           - Ou o difícil é dizer em voz alta?

           - Não, quero só me organizar.

           - Ah, dizer o máximo que puder num intervalo de tempo mais reduzido.     

           - Sim.

           - Economizar o tempo.

           - Não, é o meu lado de pedagoga. Quero explicar claramente para que você entenda.

           Sorriu.

           As poltronas, muito pequenas, estavam dispostas frente a frente em cantos opostos de uma sala quadrada. A luz difusa, atenuando o contorno das coisas, provocava-me sentimentos de dúvida e insegurança, e os adesivos em forma de papoulas grandes colados na parede davam-me uma sensação de ridículo. É assim a maneira dos psicoterapeutas de tranquilizar seus pacientes.

           Tatiana os chama de clientes.

           De outro canto da sala um ventilador pequeno colocado no chão soprava um ar quente entre a minha perna direita e a perna direita dela, ambas suspensas no ar apoiadas por cima da esquerda, soprava entre a minha sandália e o sapato dela de sola reta. O ventilador não se mexia, soprava reto, fazia seu trabalho. Tatiana se abaixou e desligou-o.

          - Não me incomodava, disse a ela.

          Baixei o meu olhar.

          Com os olhos dirigidos para baixo comecei a fazer qualquer coisa com os polegares.

          - O que aconteceu?

          Na primeira vez quando vim, disse-lhe que não sei como se faz e ela disse que não há um jeito certo de “como fazer”.

- Comece de onde quiser. Diga-me algo que aconteceu hoje.

          Estava agora na minha terceira sessão de terapia. Na verdade, o que eu queria era apenas demitir Luiza, mas não tinha coragem. Ela tinha sido minha professora no segundo grau. E lá em Tatiana, comecei falando desde Adão e Eva e de mamãe e papai, ela me advertiu logo de início que viajaria de férias por três semanas, e eu não consegui colocar Luiza na discussão. Ainda continuava falando de mamãe. De Dan, então, nada.

          Eu queria uma solução.

          E não foi nada fácil encontrar Tatiana, tive que dar não sei quantos telefonemas. É difícil falar com esse pessoal, mesmo eu tentando ligar exatamente de hora em hora, imaginava que assim conseguiria contatá-los no momento em que estivessem no intervalo entre uma sessão e outra. Porém, aqueles que atenderam me diziam que já estavam ocupadíssimos. Tatiana quebrou a cabeça para me encaixar no meio de outras consultas, eu migrava de uma semana a outra preenchendo horários de clientes que tinham saído de férias.      

          - Vai ser pior no outono, disse ela no primeiro dia. Veremos então onde eu te coloco.

          Mas assim era só por ela não querer trabalhar nas sextas-feiras.

          Estávamos já em agosto e dessa vez eu tinha vindo numa quarta, das nove às dez. O consultório ficava numa casa enorme que também acomodava outros escritórios. Na parte lateral da casa, havia uma área livre estreita e longa, repleta de insetos e coberta por uma abóbada de onde pendiam plantas trepadeiras.

          Naquela noite, sendo a última que ainda se encontrava na casa, Tatiana tinha deixado a porta trancada até a minha chegada. Um toque curto no botão da campainha acionou o mecanismo chinês que executava uma melodia cheia de rangidos. No entrada apareceu uma criança de uns dez anos de idade, tinha uma aparência banal usando um modelo de roupa unissex, nem consegui distinguir se era menino ou menina. Depois apareceu Tatiana, abriu a porta, fez um sinal com a mão em direção ao fim do vestíbulo, disse-me para entrar e sentar que ela vem logo em seguida. Água, chá? Água, falei como de costume. Ouvi a criança correndo pelo vestíbulo. Preparei-me para sentar na poltrona, como das outras vezes, calculei errado a altura dela e acabei me inclinando para trás balançando-a um pouco. Tatiana apareceu dois minutos depois trazendo-me água natural numa caneca laranja com o nome Café Torres. Deixei a caneca no chão.

          Como a sala não era mobiliada, a caixinha de lenços ficava no braço da poltrona dela. Fez-me um sinal com a cabeça.

          - Se precisar de lenço, pegue aqui...

          - Eu gostaria de esconder algumas coisas da minha mãe.

          É ridículo, falei certa vez para Miruna, que também ia à terapia para falar sobre a mãe dela. Temos 35 anos, é ridículo. E ela: Olha, pense que poderia ser bem pior. Poderíamos já ter 50. E eu: só que eu dou dinheiro para essa psicológa e não vejo resultado!

          Luiza tinha sido professora de língua romena durante 20 anos. Parou de ensinar há quatro quando a empreguei na fundação para escrever projetos. Mandei-a para um curso de gestão de projetos e, após uma semana, depois de ter pago uma propina de 100 paus para a comissão, voltou com o diploma. Envergonhada, contou-me que estudou a bibliografia, mas que todo mundo deu o dinheiro, não podia dizer que não. Restitui-lhe o dinheiro da propina e anexei o diploma no seu dossiê. Era uma boa alma, adorava trabalhar com crianças, algumas vezes íamos juntas a acampamentos ou oficinas para a meninada ou para adultos com deficiência física e sempre era ela a principal dinamizadora das atividades. Se bem que às vezes até passava do ponto. Esforçava-se em aplaudir feliz, com uma voz cheia de vigor encorajava o pessoal, conseguia tirar deles aquela última dose de energia que não tinham para exprimir um estado de alegria duvidosa. Sempre andava com uma máquina fotográfica compacta e gritava para que todos permanecessem na mesma posição um pouco mais do que o necessário, até que ela reconhecesse quais botões precisaria apertar. Sempre que necessitavam de fotos lá estava Luiza e dava um jeito, não descansava enquanto não fazia quantas fosse necessário. Era bom ter alguém como Luiza em situações sociais, esforçava-se bastante e passava a impressão de que nós também nos esforçamos bastante, mas para escrever projetos era uma negação, perdeu a paciência já depois do segundo. Levava uma eternidade para fazê-los, não se documentava, pedaços inteiros de texto migravam de um projeto a outro, em seções que nada tinham a ver uma com a outra. Não demorei muito para perceber que foi um erro ter me deixado levar pelo lado emocional e salvá-la daquela escola, porém, em nome da relação afetuosa que teve conosco no segundo grau e em nome da olimpíada científica no décimo ano quando me deu aulas preparatórias de graça, preferi reter em mim a frustração e me iludir com o fato de que Luiza, apesar da atrapalhação com os projetos, conseguia de certa forma ser útil em outras circunstâncias.                  

          Até que ela perdeu o prazo final para os fundos públicos noruegueses e por culpa dela a equipe deixou escapar esse projeto, quer dizer, nem sequer chegamos a inscrevê-lo, perdemos o mel e a cabaça para o ano todo, o presidente na porta do meu escritório me dizendo alto e claro que eu tenho que dar um jeito em Luiza.      

          - Quantos dias de aviso prévio ela tem no contrato?

          - Vinte dias, parece.

          - Então tá, daqui a um mês ela dança

          Olhei para ele implorando piedade.

          - Mas não tenho como transferi-la para outro setor.

          Eu sabia que Miruna, que estava para se divorciar, fazia terapia com uma dona gente boa e empática.

          - Sim, mas ela é inteligente?

          - Mmm, siiim... Ela ajuda, assim...

          Eu achava aquilo esquisito, ia até a casa dela e as duas ficavam no sofá da sala de estar. Pelo menos ela cobrava por sessão metade do preço médio e Miruna dizia que estava valendo a pena.

          Quando vi que se passou uma semana e não tive coragem de falar com Luiza, que depois daquele incidente com os fundos noruegueses se comportava como se nada tivesse acontecido, fui novamente lá no escritório de Miruna.

          - Mas ela é inteligente mesmo?

          Tudo o que eu não queria era ir a um psicólogo imbecil que me rotulasse, que me dissesse que eu tenho uma estrutura psíquica de fracassada ou de submissa ou de sei lá mais o quê, que me recitasse passagens de um daqueles cursos, entrar discretamente e transbordando de culpa no consultório ou na casa dele, chorar no divã e depois sair de fininho sem solução nenhuma.     

          Claro que ainda faltava muito até Luiza, uma infância, uma adolescência, uma primeira juventude, enfim, toda uma vida, situações em que uns se aproveitaram de mim, episódios em que eu fiz coisas porque não soube dizer não, e ainda tinha meus pais, que se separaram depois dos 60, minha mãe, que desde então não me deixou em paz, meu pai, que não tava nem aí para nada, Dan, que queria filhos mas não se firmava nos empregos que conseguia, e eu no banheiro do trabalho em frente ao espelho, onde a luz batia melhor realçando meus fios de cabelo branco nas têmporas que antes me pareciam simples reflexos, mas que agora eram uma realidade. E ainda cáries coronárias num canino e num molar, os dentes que sustentaram toda a minha saudável juventude começavam agora a se deteriorar a olhos vistos. E se eu tiver um filho todo o cálcio que sobrou em mim vai passar para ele, meu cabelo vai cair e vou perder os molares, e minha mãe querendo que eu lhe desse alguma alegria na velhice.   

          Aquela Carmen que atendia Miruna não quis me aceitar como cliente, porque eu e Miruna éramos amigas.          

          - Nem se eu jurar que não vou falar nada de você?

          - Eu também disse a ela que não ia dizer nada.

          - Talvez ela tenha receio de que depois a gente converse, que a gente comente sobre ela.

          - Talvez ela não queira ser influenciada.

          - Ela perguntou algo sobre mim?

          - Sim.

          - E o que você disse?

          - Respondi direito...

          - Ela perguntou se tenho problemas?

          - Não, me perguntou desde quando a gente se conhece, coisas assim.

          Encontrei Tatiana também por meio dela. Depois de ter ficado pendurada no telefone ligando para um monte de números fornecidos por Carmen.

          Desde o começo, incomodou-me o fato de ela não tomar notas. Na segunda sessão perguntou algo a respeito de meu pai, mas era sobre algo que eu tinha falado na primeira vez e esperava que ela já soubesse. Esperava que ela fosse anotar algo, umas palavras-chave para servir de referência na minha terapia, que ela repetisse a lista antes de cada sessão.

          - A fúria é algo saudável. Mas o que importa é o que você faz com a fúria.

          - E eu tenho que fazer o quê?

          Não me respondeu.

          Com Luiza não era fúria, era uma combinação de coisas obscuras, algo difícil de ser expresso em palavras. Primeiramente era uma espécie de vergonha. Para com o diretor, porque fui eu quem tinha empregado uma colaboradora ineficiente, para com ela própria, porque acreditei que poderia salvá-la tirando-a da escola, para comigo mesma, porque pura e simplesmente dei com os burros n’água.  

          - Você tem grandes expectativas em relação a si própria? perguntou-me desde a primeira sessão.

          - Mamãe é quem tem. Não sei de onde tanta teimosia, mas ainda tem.

          - E você?

          Eu era uma nulidade que teve um acesso de self-esteem intelectual entre os 27 e os 30 anos mas que logo depois foi atolando devagarinho no lodaçal da insignificância. Alguém com pavor da vida e do fim dela, que desde criança desejou morrer cedo e escapar de tudo, mesmo sabendo que não é humano desejar algo assim, mas que agora anseia tanto por isso que chega a temer que o cérebro invente cânticos subconscientes que, no meio de todos os pedidos e súplicas lançados até agora no vazio e ainda sem resposta, atraiam justamente aquela vontade de morrer, Deus me livre. Até os 27 anos fui um zero à esquerda, mas um que se achava na obrigação de vir a ser alguém na vida, e que até mesmo chegou a se esforçar para tal.

          Não era culpa dela, não me disse para começar de Adão e Eva, eu é que imaginei que era assim que se fazia. Pensei que em meia hora pronto, acabou, que mais havia tanto para dizer?, sou fulana, tenho tantos anos, tenho um homem, tenho um pai, tenho uma mãe e pego muito no pé da minha própria vida. Nem me lembro quando foi a útima vez em que realizei algo sem precisar fazer um esforço sobre-humano.  

          - Percebo por esse tom um certo cansaço, uma falta de interesse.

          - Estou paralisada de medo. De tudo o que pode vir a acontecer, de qualquer forma de intromissão, seja de quem for. E os sentidos e a intuição já me enganaram tantas vezes que simplesmente não boto mais fé em nada.

          Não confiava mais no meu taco. Os outros é que me diziam o que eu tinha de fazer.

          Tatiana fechou os olhos, esboçou um sorriso e, sob aquele capuz de pele que acomodou no rosto, dava para sentir que trabalhava duro. Procurava uma gaveta onde me arquivar.

          Talvez consiga dar um jeito em mim, e rápido.

          Mamãe falava no telefone que me amava e eu dizia a ela para não falar mais eu te amo como quem diz bom dia, que ninguém leva a sério. Um dia antes me explicava como é que se coloca manjericão verde para congelar e terminou a conversa com um te amo, seguido de uma longa pausa. Eu disse que te amo, e você? Desde que se separou de papai espera que eu responda. A separação deles me transformou novamente em criança pequena. E você? repetiu. Acabei me irritando e com as últimas reservas de energia consegui levantar a voz e dizer: Qual é agora, tá mendigando afeição? Mas a ligação se interrompeu logo depois do Qual é agora, o anjo da telefonia soube o momento certo de puxar o fio, senti muito por ter dito aquilo mas ainda bem que ela não conseguiu escutar.

          - Mesmo assim você teve força para dizer aquilo.

          Parecia uma conclusão saudável.

          - Então minha reação foi válida...

          - Não entendi, foi uma pergunta?

          - Mmm, sim.

          - Não entendi a pergunta.

          - Eu me perguntava se foi válida minha irritação?

          - Como eu poderia te confirmar o que houve de válido na tua reação?

          - Talvez  “válido” não tenha sido a palavra mais apropiada. Mas digamos que foi compreensível o que eu quis dizer.

          - Eu não posso te confirmar nada nesse sentido.

          - Talvez não tenha sido a mais adequada, válido. Mas você entendeu. Quer dizer, sei que ninguém pode me dizer como devo reagir, mas na verdade...

          Faltou pouco para eu me jogar aos pés dela e gritar: Diga-me o que fazer! Foi por isso que eu te procurei, por isso me sacrifiquei tanto para chegar até aqui.

          Interrompeu-me no meio da frase e me avisou que estamos perto de encerrar, faltavam cinco minutos. Perdi completamente o fio das ideias, parei, não falei mais nada.

          Sacou o celular de algum lugar debaixo dela, com uma canetinha de toque espetava a telinha do aparelho e abria janelas. Pensava na data da próxima sessão, que não aconteceria nem tão cedo, só depois das férias, perguntou onde é que trabalho, quer dizer, de onde venho com o metrô e a que horas termina meu expediente. 

          Enquanto ela matutava, abaixei-me para pegar a caneca Café Torres, que parecia pesada e me dava a sensação de que ainda estava cheia. Levei-a até a boca e, só então, com os lábios colados nela, foi quando notei que estava vazia. Não me lembrava de ter bebido tudo.  

          Jogou-me para o dia 28 de agosto, às 8 da noite, no lugar de um cliente que tinha anulado.    

          Custei para me levantar da poltrona, parecia uma velha coroca. Sim, vou ter que falar sobre isso também. Dos joanetes da mamãe, das varizes dela, e de que como toda vez que olho para ela é como se eu visse o que me aguarda. Quer dizer, toda vez que olho para as pernas dela. Escorreguei a bunda até a beira da poltrona, apoiei meus braços nos dois braços dela e me levantei.     

          Senti uma dormência.

          Procurei a carteira na bolsa e tirei as duas únicas cédulas – graúdas! – que tinha.

          - Tenho que dar troco? perguntou ela, embora tenha visto quanto era e sabia que sim.

          - Sim.

          - Certo, vamos saindo.

          Pegou as cédulas e conduziu-me pelo vestíbulo, a criança permanecia no tapete, entediada, pedacinhos de revista cortados à tesoura em volta dela.    

          - Espere só um minuto, disse Tatiana e sumiu por uma escada de caracol de madeira.

          Uns estalos e rangidos no piso de cima, depois não deu para ouvir mais nenhum movimento.

          A criança estava perdida por entre aqueles triângulos de papel. Não recortava as figuras, simplesmente cortava de modo aleatório.

          Perguntei-me se não seria bom falar com a criança, pelo menos dizer um oi, perguntar o que ela está fazendo. Será que a mãe dela ia dizer alguma coisa? Será que era filha dela? E por que estava ali numa hora daquelas, naquela casa vazia? E que diabos lhe teria explicado Tatiana sobre o que é que ela faz quando se tranca com as pessoas naquela salinha?    

          Ali dentro tudo demorava a se mexer. Mas lá fora dava para ouvir os grilos, o ar repleto de estridulações, um exército deles esperando que eu pegasse o troco e abrisse a porta.    

 

      


 

 

 

Primavera 2015 / Museu das conversas desencontradas

 

Lavinia Branişte

Nascida em 1983, em Brăila, na Romênia, debutou com poesia em 2006 e escreveu mais dois volumes de narrativas curtas. De seu último livro “Escapada” são os contos traduzidos. “Encarnações do ser humano moderno preocupado com a carreira e com o seu status na sociedade, os personagens de Lavinia Branişte sonham com enriquecimento material e reconhecimento social, esquecendo-se da família e dos amigos. Porém, no mais das vezes, o trabalho estafante, a obsessão com a própria imagem e o distanciar-se dos amigos pode acarretar consequências insuspeitas. Cada texto de “Escapada” retrata e amplifica, sutil e ironicamente, a imagem de um probelma provocado pelo estilo de vida atual. O trabalho nas grandes companhias multinacionais, o mundo universitário, acontecimentos simples ou relações fracassadas são o ponto de partida para histórias de muito chame e substância.”

André Carlos A. Heliodoro

André Carlos Arruda Heliodoro é pernambucano e passou a maior parte da infância na cidade de João Alfredo. Estudou até a sétima série na vizinha Limoeiro, cidade onde nasceu no dia 2 de junho de 1979. Foi morar no Recife em 1993, concluiu os estudos no Colégio Marista e formou-se em Comunicação Social (turma de Radialismo e TV) na UFPE em 2002. Em seguida ainda estudou Ciências Sociais na mesma universidade, porém, não concluiu o curso. Trabalhou sete anos como pesquisador de campo coletando dados para as pesquisas de emprego e desemprego do IBGE (de 2005 à 2007) e do DIEESE (2008 à 2013). Teve um primeiro contato com a língua romena ainda na época em que era estudante de Comunicação, quando, por acaso, com o rádio transistor que era do seu avô, escutou um programa em romeno transmitido em ondas curtas pela Rádio Romênia Internacional. Cativado pela musicalidade do idioma, decidiu estudar a língua como autodidata depois que encontrou dois velhos manuais de romeno na biblioteca da universidade. O estudo da língua fez com que ele manifestasse um interesse incomum em conhecer mais sobre a cultura romena (especialmente história, sociologia, cinema e literatura). Visitou a Romênia pela primeira vez no mês de agosto de 2012, mora em Bucareste desde março de 2013 e ainda não perdeu nada de seu entusiasmo inicial de querer saber e entender mais sobre a Romênia, seu povo e sua cultura.

   

Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

A revista

Edições anteriores

Blog

Corpo editorial

Nossos artistas

Autores (breve)

Colabore com a Raimundo

Normas para publicação

Contato