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Imagem: Gerrit A. Beneker / Telephone operator (a weaver of public thought) (1921)

Editorial Passo muito tempo no transporte público. Tanto tempo que a questão de como passar esse tempo que passo dentro do transporte público se impõe. De maneira geral, a questão se coloca em termos de buscar algo para fazer, aquele artigo cansativo que guardei no celular para ler quando não estivesse fazendo nada, achar um jornal no chão pra folhear, fechar os olhos e tentar fazer o corpo achar que está dormindo, quem sabe assim recupera um pouco do sono que não teve à noite, e por aí vai. A outra opção é encarar as pessoas ao redor. Discretamente, claro. Geralmente não é minha opção. Um dia desses uma jovem esperou o momento de sair do metrô para, subitamente, soltar um grito de indignação contra as pessoas que usam o assento preferencial sem se encaixarem no perfil do assento preferencial. Meu reflexo imediato foi o de me indignar junto com ela, mas olhando ao redor, não consegui encontrar nenhum uso particularmente inadequado. Ao contrário, alguns assentos estavam livres. Talvez eu não tivesse entendido? Talvez fosse um grito tardio, contra outro momento, outro espaço-tempo de outro metrô? Outro dia, havia um segurança sentado na cadeira que fica rente à porta de saída. Não estava à trabalho, não era o segurança do metrô, em outro momento do dia seria o segurança de algum outro lugar, de uma loja de bolsas de cinco mil reais ou de um centro empresarial do centro da cidade, mas ali era alguém que começava a entrar de folga ou saía dela, como quase todos os outros ao redor. Mas estava de uniforme.

(clique aqui e leia a íntegra do editorial)

 

Outono 2016

Poesia com gente dentro

 

Contos

Stanley

de Eduardo Laurent

Um dia, acordou com uma ideia despretensiosa que simplesmente lhe passava pela cabeça: Tais grupos gostam disso e rejeitam aquilo, consomem isso e não consomem aquilo...

A Ilha dos Degredados

de Giuliana Franco Leal

Eu não saberia dizer onde começou a queda. Talvez tenha sido na ascensão. Não é um paradoxo. Eu explico. Preciso explicar, senão enlouqueço.

Quebranto

de Marcos Vinícius Almeida

Eu nunca entendi muito bem aquele carinha. O carinha ia pra escola no ônibus da Zona Rural. Devia acordar umas três horas da manhã e andar uns quatro quilômetros pra chegar no ponto...

Irremediável

de Juliana Guida

Foi outro dia mesmo. A última vez que o vi. Passou por aqui rapidinho e prometeu voltar com mais calma. - Vê sê não some! - Não sumo não, pode deixar. Sumiu. Saiu esbaforido e sumiu.

Ana, ou verão em 4 atos

de Plynio Nava

As gotas de água desabavam feito saraivas na praia. Na terra amarela, os pequenos peixes se infiltravam nas poças abertas pelo temporal. O mar parecia um gigante engolindo a imensidão

Simpatia

de Maira M. Moura

Bebo chá de gengibre com folha de abacate todos os dias. Ajuda a enxergar melhor os antepassados. Eles me dão conselhos amorosos e contam vexames dos meus pais...

A queda do Carniça (ou notas sobre a violência)

de Vitor Camargo de Melo

O Carniça tinha esse apelido porque era um inútil no campo de futebol. Já carregava o apelido quando chegou no bairro, e se aproveitou dele pra estabelecer o nome por estas bandas.

Sal

de Fred Kling

Lúcia corta as cenouras. Minuciosa, fatia pedaços com espessuras iguais. Dispensa, portanto, as pontas do vegetal. O ato causa discreto prazer na mulher.

Poemas avulsos

Maiakóvski

de Cláudia Barral

Adágio

de Luiz Fellipe Almeida

Variação sobre um mesmo tema

de Juliana Guida

Mares do aquário

de Fábio Salem Daie

Circo

de Gabriel Pelosi

Mortalha das horas

de Rodrigo Menezes

 

Nova poesia argentina: viagens e exílios

Traduções de Aline Rocha

De volta

Poesia de Martha Goldin

Peixe vermelho nadando em águas negras e outros poemas

Coletânea de poemas de Leticia Ressia

Coletâneas de poemas

Até só restar o depois (sobre o dia 29 de abril, em Curitiba)

de Lubi Prates

Eco do sentido

de Líliam Barros

Canto

de João Pedro Liossi

Viagens guardadas do viajante

de Caroline Policarpo

Do meu rio e outros poemas

de Samanta Matos

Sitiada e Curiosa

de Rodrigo Domit

   

Raimundo • Nova literatura brasileira

Quem somos? A Raimundo abre as portas para novos autores e atores da literatura brasileira, entre contistas, poetas, tradutores e ensaístas. Criada em 2014 com proposta de ser uma revista de edição trimestral, pretende acolher obras que pouco encontraram abrigo nos ainda apertados espaços do mundo editorial brasileiro.

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