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Quebranto

Conto de Marcos Vinícius Almeida

Eu nunca entendi muito bem aquele carinha.

O carinha ia pra escola no ônibus da Zona Rural. Devia acordar umas três horas da manhã e andar uns quatro quilômetros pra chegar no ponto e pegar o ônibus. E depois chacoalhar naquele ônibus por estradas de terra cheias de pó, umas duas horas, até chegar na escola.

Ninguém conhecia direito aquele carinha.

O carinha tinha a cabeça rapada e as sobrancelhas eram tão brancas que parecia não haver nada lá. Tinha uma risada esquisita e ficava rindo, ficava rindo o tempo todo. Tinha uns dentes dobrados pra esquerda, como se alguém tivesse martelado aqueles dentes as pressas. Igual se martela um caixote de despejar tralhas num porão.

A bola bateu na parede e veio alta. O carinha entrou de cima pra baixo, solando com tudo. Era franzino, é verdade. Mas o Rafinha esticou a perna demais na hora de chutar. E chutou tão forte como podia. Foi um tiro. Nas vezes que lembrava daquilo, o Rafinha dizia que foi como chutar uma pedra. O Rafinha caiu gemendo e todo mundo correu até o meio do pátio. Todo mundo calado. Ninguém falava nada, nada mesmo. Dava pra ouvir o vento empurrando os eucaliptos no canto do muro. Mas o carinha não parava de rir. Mesmo quando se desculpava o carinha não parava de rir. Aqueles dentes pareciam que iam escorrer da boca dele a qualquer hora. Uma das cantineiras pegou o Rafinha no colo e saiu correndo. O carinha foi atrás. Todo mundo foi atrás. Não tinha enfermaria e nem nada na escola. Num caso assim, a diretora ligava no Posto de Saúde ou mandava alguém parar o carro de alguém na rua. Enfiava a criança no carro e levava até o Posto. Sentaram o Rafinha na cadeira da diretora, enquanto a diretora ligava e ligava, mexia no cabelo, mas ninguém atendia. E cada vez que dava errado ela soltava um palavrão. Mandava a cantineira dar um jeito. Mandava alguém dar um jeito. Era só isso que ela sabia fazer. Mandar qualquer um dar um jeito em qualquer coisa. No meio disso, o carinha se aproximou. Rindo. O carinha não parava de rir. O carinha devia ter algum problema. Pediu desculpas mais uma vez, disse que foi sem querer. Mas não parava de rir. O Rafinha fez que não ouviu.

O médico disse que o Rafinha devia usar uma faixa no pé por duas semanas. Não foi a aula no dia seguinte, o que aumentou os boatos. Alguns disseram que tinha perdido o pé. Outros, que ele estava internado em São Paulo. E houve quem dissesse que nunca mais ia andar. E o carinha não tomou merenda naquele dia. Ria esquisito. Tossindo. Mas sem fazer barulho nenhum. Ria sem jeito, como se rir fosse a única coisa que ele soubesse fazer.

No outro dia, o Rafinha apareceu na escola e espantou os boatos. Tava com uma muleta e todo mundo queria ficar perto dele. Quando o carinha viu o Rafinha, arregalou os olhos e atravessou o pátio numa velocidade impressionante. Chegou afobado, não sabia se pedia desculpas ou se respirava. Foi sem querer, foi sem querer, o carinha falava no meio daquelas risadas esquisitas que ele dava. Uma das meninas perguntou se o carinha tinha algum problema de cabeça. Um dos meninos chegou perto do carinha e passou a mão no queixo dele. Segurou. Se o carinha quisesse, o menino disse, ele martelava os dentes do carinha, chegava no lugar. O carinha continuava rindo. Olha só esses dentes? tua mãe te derrubou do berço quando era pequeno?, que berço? caiu do chiqueiro! O carinha ria. Saí daí Dudú, se vai pegar piolho! É, deve tá cheio de piolho! O carinha só sabia rir. Piolho! O Rafinha mandou o pessoal parar. O Rafinha mandou todo mundo deixar o carinha em paz. Disse que o carinha não tinha culpa de nada. Foi sem querer. Coisa de jogo. Disse que o carinha era amigo.

O Rafinha chamou o carinha pra dar uma volta. Disse pro carinha não dar confiança pra nada daquilo. O carinha continuava rindo. O Rafinha foi dizendo que o médico disse que não tinha sido nada grave. Que ia ficar com aquela faixa uns dias, mas que tava tudo certo. O carinha olhava no pé enfaixado do Rafinha e arreganhava os dentes. Eles iam se aproximando do parquinho. Os balanços rangiam. Um bolo de crianças se amontoava no escorregador. Tinha uma escada de três lances, e o carinha ajudou o Rafinha a descer. Debaixo do parquinho, uma pilha de tijolos velhos, com cacos de reboco encrustados, restos da demolição do muro antigo, parcamente coberta por uma lona preta esturricada, cheia de furos. O Rafinha disse que tava tudo bem, mas que pra ficar tudo bem mesmo, e pra gente ser amigo mesmo, eles tinham que tinham que fazer uma coisa. Era uma simpatia antiga, que a vó dele tinha ensinado. Servia pra tirar quebranto e pra selar amizade. O carinha arreganhou os dentes e chacoalhou a cabeça. Estavam próximos da pilha de tijolos. O Rafinha disse pro carinha olhar naquele canto ali, levantar a lona e olhar. O carinha levantou a lona e a água encardia escorreu no chão. Tinha quatro ovinhos de camelão lá embaixo. Pega, disse o Rafinha. E o carinha pegou, mas um deles escorregou da mão e se espatifou na grama. O carinha deu de querer agachar pra catar, mas o Rafinha disse que não precisava. O carinha se aproximou do Rafinha, esticando a mão. Mas o Rafinha disse não, não é assim. Olha só. Engole. E depois que engolir, fecha os olhos, e reza três ave maria. Daí, você vai lá, pega mais três e me dá. Então eu vou engolir e rezar. Tem que fazer desse jeitinho. Assim que minha vó me explicou. As meninas no pátio colocavam a mão na boca. Os meninos ficaram só espiando de longe. Os barulhos do parquinho enchiam o ar. O carinha mostrou os dentes. A gente é amigo, não é?, o carinha balançou a cabeça. O carinha não parava de rir. Engole, fecha os olhos, e reza três ave maria.

O carinha jogou os três ovinhos na boca e começou a rezar, e continuou rezando, rezando e rezando, enquanto o Rafinha subia a escada de volta ao pátio, onde todo mundo ria.

* * *

O carinha parou de ir na escola. Ninguém soube mais nada do carinha.

As professoras logo esqueceram do carinha porque o carinha ficava rindo o tempo na aula. E fazia uma barulheira espalhando lápis-de-cor em cima da mesa. Tentando resolver contas que ele nunca aprendeu a fazer de cabeça. Perguntando se aquilo que tava no quadro era mesmo pra copiar. E eu ouvi uma professora comentando com outra. A gente tem que focar aqueles alunos que a gente sabe que vai dar alguma coisa. Já é tanto trabalho e tão pouco dinheiro. A gente não pode fazer nada. Não pode parar a turma por causa de um menino só. As aulas tão rendendo mais agora, acredita? Ouvi também, outra vez, que chegaram a mandar a Assistência Social lá casa do carinha. Até polícia. Mas ninguém achava a casa do carinha. Ninguém sabia direito quem era o pai ou a mãe do carinha. O carinha tinha sumido mesmo.
Todo mundo começou a colocar medo no Rafinha. Dizendo que o Rafinha tinha matado o carinha. O Rafinha disse que era bobagem, que o aquilo foi só brincadeira. As meninas começaram a dizer que o Rafinha ia parar no inferno. Que aquilo era pecado. Falavam que o carinha tinha virado um camaleão. Que o carinha ficava andando pelas paredes lá da casa onde morava. Andando pelas paredes e mudando de cor igual um camaleão. Que de noite o carinha ia pular na cama do Rafinha. Ia pular na cama quando o Rafinha tivesse dormindo. Que se o Rafinha dormisse sem camisa, ia sentir uma coisa gelada nas costas, ia acordar com o carinha grudado nas costas. Mas isso foi só no começo, depois todo mundo esqueceu daquilo. O Rafinha esqueceu aquilo. Ninguém mais tocava no assunto. E quando falava, depois que a gente já tava maior, falava que era coisa de criança.

Eu nunca esqueci daquilo. E quando bebia e as pessoas do meu lado na mesa se calavam me subia aquela vontade de falar. E na maioria das vezes eu falava. Eu contava a história toda. Contava porque eu não podia esquecer do carinha. Era a única coisa que eu podia oferecer ao carinha. Não esquecer daquilo que fizeram com ele. Contar a história dele sempre que pudesse. Mas ninguém dava atenção. Falavam que fazia tempo demais, que a gente era criança. Que eu tava exagerando, falando demais, falando merda. Então eu me calava. Engolia a raiva e me calava. Mas ali deitado na cama, naqueles dias bem quentes, o lençol empapado de suor, eu olhava pro teto e ficava me lembrando do rosto do carinha. Da alegria meio doida que o carinha tinha. E que eu nunca tinha visto ninguém com aquele tipo de alegria doida que o carinha tinha. E era uma coisa meio sem cabimento alguém nascer assim, em condições diferentes. Que se houvesse um Deus lá em cima, essas coisas não iam acontecer. Que se houvesse um Deus em algum lugar, não ia deixar ninguém nascer em condição diferente. Porque se houvesse um Deus lá em cima, esse Deus saberia que as pessoas aqui embaixo se aproveitavam e maltratavam as pessoas em condição diferentes. Que ninguém ajudava ninguém. Ninguém se importava. Cada um cuidava da própria vida e foda-se o resto. E mesmo quando alguém ia cuidar do outro, era mais pra mostrar que era uma pessoa boa, uma pessoa melhor que outro, melhor que qualquer outra pessoa. Só pra mostrar pras outras. Se Deus não intervinha em nada, de que adiantava? Fica assistindo? Ouvindo preces e respondendo com gravações e musiquinha e sua ligação é muito importante, não desligue? Se tivesse um Deus de verdade lá em cima, ou aqui embaixo, não teria acontecido nada daquilo com o carinha. E sabe-se lá quantos carinhas existem por aí. E nem era o caso de aplicar um castigo no Rafinha. Castigar o Rafinha ia adiantar o quê? Era pra isso que Deus existia? Pra expor os mais fracos ao sofrimento e depois castigar os culpados?

Eu tinha passado no concurso do IBGE. O diabo da prova tava difícil demais. Acabei indo mal na prova e tive que ficar com um setor na Zona Rural. Tinha que dirigir uns três quilômetros pra ir de um sítio no outro. Estradas cheias de poeira e buracos. E tinha hora que tinha que largar o carro e ir a pé, porque a estrada de repente acabava. Às vezes, o sítio vinha marcado no mapa, mas eu não conseguia encontrar a porcaria do lugar. Noutras vezes, esbarrava num sítio que não existia. Teve vezes que encontrava só os cacos da casa. Mato saindo das janelas. Portas de madeira aos pedaços. Mato saindo dos buracos nas paredes. Telhado estilhaçado.

Era um diabo aquilo.

Tinha que ir rasurando o mapa. Perdendo tempo. Gasolina. Paciência.

Mas o negócio é que aquele setor era mais ou menos onde o pessoal falava que o carinha morava. Era mais ou menos por ali que sempre disseram que o carinha morava.

Ventava pra diabo naquele dia. Um cafezal verde enchia o terreno de um lado e do outro da estrada. Eu parei numa mercearia no alto de um mirante pra pedir informação. O vento rasgando as folhas era o barulho de alguma coisa fervendo.

Entrei na mercearia e tinha um rádio chiando no fundo, mas o volume era tão baixo que eu não sabia se aquilo era só chiado ou se tinha alguma música, alguma voz falando. Filetes de linguiça defumada esticadas, mosquitos voando em volta daquilo. Chamei por duas vezes, e ninguém respondeu. O assoalho de madeira rangia quando eu pisava. E foi pisar pra dentro, veio o cheiro forte de toucinho fresco, de cima do balcão, forrado com jornal. Aquilo me embrulhou o estômago. Machados. Foices. Botas de borracha entulhadas nas paredes cobertas de pó e teias de aranha. Nenhum sinal de ninguém. Arroz e feijão a granel em dois sacos bem grandes no chão. Um barril de cachaça no cantinho. E uma fileira de garrafas empoeiradas numa prateleira bem lá no alto. Estiquei a cabeça pra dentro do balcão. Chamei mais alto, e não adiantou. Tinha uma porta lá no fundo, fechada. Então eu saí sem saber muito bem o que fazer.

Foi aí que eu ouvi alguma coisa. O barulho de alguma coisa batendo. Longe. Mas não dava pra saber o que era. Fui seguindo aquele caminho de pedras mal assentadas que embocava detrás da mercearia. E detrás da mercearia tinha um terreiro. Um chiqueiro vazio no fundo, tábuas pretas, debaixo de uma goiabeira carregada. Um monte de goiabas podres se juntava no chão, dentro e fora do chiqueiro. Tinha um pocinho do outro lado. E caía uma bica d'água dentro do poço. No meio do terreiro, uma laje de pedra e umas folhas de fumo secando debaixo do sol.

Nenhum sinal. Ninguém. Nada.

Parei um tempo, tentando ouvir de onde vinha aquele maldito barulho.

Tinha uns bambuzeiros no fundo do terreiro. E uma clareira, uma trilha. Era mais ou menos de lá que vinha o barulho. Mais ou menos detrás daquele bambuzeiro. Atravessei o terreiro, e passando perto do pocinho, vi uns lambaris remexendo lá dentro. Talvez porque fossem miúdos demais. Talvez porque meu estômago já não estivesse nada bom. Aqueles lambaris na água me deram uma sensação esquisita.

Atravessando o bambuzeiro, o vento ficou ainda mais forte. Eu ia apoiando a mão nos bambus, enquanto avançava, porque o chão ali era meio empenado. Vez ou outra, um bambu dava um estalo, como se fosse despencar na minha cabeça. E aquilo me confundia um bocado. Me fazia perder a direção do barulho. Não sabia muito bem de onde a coisa tava vindo. E muito menos dizer o que era. Então ia seguindo a trilha pra ver onde aquilo ia dar.

Bati de frente com o cafezal quando a trilha terminou. Dali em diante, eu podia seguir tanto pra esquerda quanto pra direita, seguir beirando o cafezal. Ou simplesmente voltar. Não sabia muito bem o que fazer. Fiquei ali parado. Quieto. Tentando rastrear aquele barulho. Inútil. Aquele barulho tinha sumido.

Ventava pra diabo. Olhando pro cafezal eu tive a impressão de que o vento ia arrancar e revirar aquilo tudo. Que os pés de café iam sair voando com as raízes e tudo mais.

Então ouvi uma risadinha atrás de mim. Mas não sei muito bem se ouvi. Apenas me virei num tranco.

Não tinha nada. Só a trilha, os estalos e rangidos do bambuzeiro. Aquele vento desgraçado empurrando tudo quanto há.

Decidi que a melhor coisa a fazer era voltar pela trilha. Talvez tivesse passado por algum desvio sem perceber.

Atravessei a trilha com mais cuidado que da primeira vez. Procurando por alguma entrada, alguma coisa, qualquer coisa. Às vezes parava apoiado num bambu e aguçava os ouvidos. Mas aquele barulho tinha desaparecido de vez.

E também não encontrei desvio nenhum. Cheguei no terreiro e reencontrei as coisas do mesmo jeito. Ainda olhei mais uma vez aqueles lambaris no pocinho. E eram uns lambaris esquisitos demais. Enfiei a mão lá dentro pra tentar agarrar algum. Olhar de perto. Sei lá. Não sei muito bem por que fiz aquilo.

Nessa hora ouvi uns passos. Alguém atrás de mim.

“Esse bichinhos são ariscos que nem o capeta”.

Um velho vestindo trapos de roupa. Calça social larga demais. Chinelo solto nos pés.

“É, são espertos demais pra mim”, eu disse.

E o branco da barba e cabelo tudo encardido. Chapéu de palha, miúdo, enfiado na cabeça. Meio caído pra esquerdar. Pescoço caído ao contrário.

“Se quiser, eu arrumo uns”, disse o velho, já praticamente do meu lado. “É só pegar a redinha ali”.

Eu disse que não precisava. Daí expliquei que era do Censo. Arranquei o mapa do bolso e perguntei se ele sabia como chegava naquele sítio, porque eu não tinha encontrado a estrada.

“Essa casa não tá mais lá, já faz muitos anos que não tem mais nada lá”.
Perguntei se ele sabia dos moradores. Onde tinham ido parar.

“Compravam aqui comigo, sempre compraram comigo. Mesmo quando não tinham dinheiro eu vendia. Era um povo muito bom e muito honesto”. Parou um tempo. “Mas foram embora. Um dia simplesmente foram embora, largaram tudo pra trás”.

As escamas geladas do lambari rasparam nos meus dedos.

Tirei a mão pra fora: “E o menino?”, perguntei, enquanto chacoalhava a mão pra expulsar a água.

“Que menino?”, o velho disse. “Vou pegar a redinha, espera aí”.

“Não precisa”. E já de pé: “Um menino, mais ou menos da minha idade. Não tinha um menino que morava lá, um menino de uns dentes esquisitos e sem sobrancelha?”.

“Não quer entrar?”.

Peguei o mapa de volta: “Não, tô meio atrasado” – dobrei, enfiei no bolso. “Mas não lembra mesmo do menino?”.

“Não lembro de menino nenhum”.

Eu já ia caminhando no rumo da saída: “Não quer mesmo a redinha?”.

Eu disse que não. Agradeci. E fui saindo no rumo da estrada, no rumo do carro. Ele veio me acompanhado. Eu podia ouvir os barulhos dos passos dele pisando nas pedras. Os olhos dele caindo na minha nuca. Entrei no carro e disse que outra hora passava por lá. O velho ficou ali parado, de fora da mercearia. Ficou ali parado e só acenou com o chapéu. Dei partida no carro e segui adiante. Um pouco à frente na estrada, corri o olho no retrovisor. E me subiu um arrepio no braço. Um arrepio que nunca senti na vida. Tive impressão de ver um menino do lado do velho. Parado, ali do lado do velho.

Mas acho que foi só impressão.

 

 

 

Outono 2016 / Poesia com gente dentro

Marcos Vinícius Almeida

Marcos Vinícius Almeida​ é jornalista, mas escreve ficção.​ ​N​asceu em 1982, em Taboão da Serra, mas viveu desde sempre em Luminárias, interior de Minas Gerais. Morou também em São João del-Rei (MG), onde ​estudou​ Filosofia, sem concluir, e em Porto Alegre (RS) por um tempo. ​Vive​ em São Paulo​ desde 2012 e cursa o mestrado em Literatura e Crítica Literária.​ Publicou textos de ficção em revistas e jornais, como a revista Cult, Suplemento Literário de Minas Gerais​ e revista digitais​. Foi um dos laureados no Prêmio Ufes de Literatura​ por duas vezes, nas edições de​​ 2010​ e 2015​. É autor do romance Inércia (Multifoco, 2009) e a coletânea de contos Quebranto (e-galáxia, 2014).​ Atualmente, trabalha num novo romance. E o processo criativo pode ser acompanhado por aqui ​https://medium.com/carne-viva.

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