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Quimeras e outros mundos possíveis, o que podemos alcançar com Ursula Le Guin – comentário sobre A mão esquerda da escuridão

Ensaio de Ana Rüsche

 

Vantagens de fracassos imaginativos

Você já parou para pensar que justamente os livros que reflitam a respeito de outros mundo são justamente os que mais se limitam nas configurações de utopias?

Analisemos os livros que cabem nas prateleiras “ficção científica”, “ficção especulativa” e “ficção política”. Aparentemente, há uma imensa liberdade criativa — estão autorizadas as viagens ao espaço; você pode vir a conhecer civilizações alienígenas; você pode entrar em máquinas do tempo, saber passados, futuros; a biologia que conhecemos pode receber novas regras, novos micróbios, novos animais, novos corpos, novos alimentos; a sociedade pode passar por golpes de Estado ou mesmo revoluções.

Entretanto, essa liberdade criativa se limita, detendo-se na fronteira do “conhecido”. A imaginação parece que encontra entraves no momento em que essas visões fantásticas são relatadas. Não é engraçado que a gente não consiga perfazer um outro mundo completamente diferente do que conhecemos? Repara, a cada extra detalhe que você coloca, irá descobrir um novo meandro, um novo entrave, será necessário imaginar algo além, consertar o plano, alinhar expectativas. Parece que voltamos invariavelmente aos lugares comuns de filmes, livros, lugares que visitamos. O outro mundo se mostra muito parecido com o nosso.

O fracasso reside no fato de que mesmo nossas imaginações mais delirantes não passa de colagens de experiências que já existem, construções compostas de fragmentos do aqui e do agora. Assim, embora a literatura apresente uma suposta liberdade infinita para o ato criativo, este não está livre das amarras do existente e nele se limita.

Meu exemplo predileto está em um livro de Fredric Jameson, Archaeologies of the future: the desire called utopia and other science fictions (2005, sem tradução ao português). O Jameson cita o exemplo clássico de Olaf Stapledon que demonstra essa ideia a respeito dos limites de nossa imaginação:

“Quando Homero constituiu a ideia da Quimera, não fez mais do que unir, em um único animal, partes correspondentes a animais distintos: cabeça de leão, corpo de cabra e rabo de serpente.”

Em outras palavras, quando você imagina um outro mundo, executa também uma colagem de experiências semelhante ao processo de formar quimeras - a cabeça retira de uma localidade que conheceu viajando, o corpo aproveita de um personagem de histórias que escutou na infância, o rabo rouba de uma cena de filme. A consequência é que nossa imaginação é refém do modo de vida que conhecemos. É refém do modo de produção existente. Refém dos passados que esse modo de vida ainda conserva. Refém das relações humanas que vivenciamos. 

Diante desta armadilha cognitiva, gostaria de fazer um convite otimista. Coloquemos lentes para enxergar uma vantagem em nossos fracassos imaginativos: qual a vantagem de não conseguirmos enxergar outra forma de vida a não ser a que já vivemos?

Bem, o fracasso pode servir a uma finalidade esclarecedora: nos fazer mais conscientes do nosso aprisionamento mental e ideológico. Portanto, mais do que verificar o que é dito, seria mais interessante pensar no que não é dito — ou, no caso de romances que discutam utopias, o que não é passível de ser imaginado.

Aproveitemos esta capacidade para analisar os dias atuais. São tempos sombrios de catástrofes ambientais com um dedinho humano. Dizem que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. As piores inundações em anos na Índia, Bangladesh e Nepal; furacões que arrasam populações como em Dominica e Porto Rico; rios que são exterminados como em Mariana (MG). Como imaginar uma revolução que distribua a renda das 160 pessoas mais ricas do mundo para todas as pessoas mais pobres do planeta? Impossível. Não nos permitimos imaginar isso. Vivemos em tempos que não há mais um esquemas pré-fabricado com uma receitinha fácil de revoluções.

Dessa forma, mais do que nunca é importante trazer desejos utópicos. Mesmo que fracassem. Mesmo que não se sustentem. Essa dinâmica imaginativa nos retira a sensação de imobilidade e a aporias. Afinal de contas, é preciso que desamarrar, uma vez mais, a palavra “impossível”.

Com este ponto de vista, gostaria de apontar alguns dos belíssimos fracassos da Ursula Le Guin em A mão esquerda da escuridão com relação a tentar imaginar um planeta em que não haveria a divisão entre gêneros. Os fracassos da autora só nos devolve nossa própria incapacidade em superar categorias de classe, gênero, idade, nacionalidade e a urgência em pensar em saídas imaginativas a nossos afetos militantes, a nossas imaginações revolucionárias e maneiras de refletir sobre relações econômicas e de poder.

 

Entre sentimentos anti-coloniais, mas de um ponto de vista hegemônico

O livro A mão esquerda da escuridão foi publicado em 1969. Deixe-me te lembrar um pouco o mundo à época. Após a reconstrução e o período do Pós-Guerra, em que os Estados Unidos vivenciaram o sopro de uma nova era em que representam a hegemonia, temos a nova dinâmica das transações bancárias internacionais, as bolsas de valores, novas formas de comunicação midiática, enfim, o final dos anos dourados dos EUA, muito do que enxergarmos como consolidado neste século XXI.

A autora nasceu no ano de crise da nação, 1929. Convive com a guerra e se transformará em pacifista (inclusive, irá propor que imaginemos a inexistência da guerra em A mão esquerda da escuridão). O crítico Darko Suvin vai lhe incluir entre os novos autores de ficção científica da nova esquerda, junto com John Brunner, Norman Richard Spinrad, Roger Joseph Zelazny e Joanna Russ.

O livro está dentro do que se convencionou chamar de "ciclo hainiano", livros em aparecem o planeta Hain. Segundo a cronologia proposta por Ian Watson, a ordem do ciclo hainiano, segundo os acontecimentos intergalácticos, seria: The dispossessed (publicado em 1974), que se passa entre o planeta-mãe Urras e sua lua árida Anarres, contrastando sistemas sociais; The word for world is forest (1976), sobre a colônia Novo Taiti fundada no planeta Athshe ; depois se seguem três romances, que foram algumas vezes publicados em um único volume: Rocannon's world (1966), Planet of exile (1967) e City of illusions (1967). Na sequência cronológica hainiana, teríamos, finalmente, The left hand of darkness (1969). Dentro da série, existem ainda contos esparsos, como os resumidos no tomo Four ways to forgiveness (1995), e o livro The telling (2000).

Parênteses: Sobre edições brasileiras recentes, você pode encontrar Os despossuídos e A mão esquerda da escuridão pela Editora Aleph. Ursula Le Guin publicou ainda a série Earthsea, constituída por seis livros, lançados entre 1968 e 2001, que no Brasil, foi publicada pela Ed. Arqueiro, como O feiticeiro de Terramar. Fecho parênteses.

Entre os anos de 1960 e 1970, época da publicação de A mão esquerda da escuridão, os temas de Le Guin eram o neocolonialismo, a ecologia, o feminismo e formas possíveis de organização política quanto a reorganização do modelo de produção. A escritora acompanhou notícias diárias a respeito do belicismo estadunidense, como a operação Rolling Thunder que despejou no norte do Vietnã um milhão de toneladas de mísseis, foguetes e bombas de 1965 a 1968.

Sempre foi muito crítica à posição dos Estados Unidos no cenário internacional, nação que assume o papel de metrópole diante de países com que teria relação de colônia ("Terceiro Mundo"). O país consolida-se como negociador fundamental em organizações internacionais, como Organização das Nações Unidas - ONU. Com a celebração do GATT - Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, embrião da OMC - Organização Mundial do Comércio, com rodadas de negociação sucessivas, há um convite para que países de menor "desenvolvimento" se integrarem a economias mais fortes, pressão partilhada pelos EUA. Em 1973, rodada Tóquio, o acordo já envolveria mais de 100 países.

Assim, não é de se estranhar que, no centro das narrativas de Ursula Le Guin, situe-se o Ekumen, uma liga supraplanetária, uma espécie de ONU ou OMC. Os hainianos são colonizadores de outros mundos e detentores de alta tecnologia, como o ansível, meio de comunicação entre planetas: "O Ekumen não é um reino, mas sim um coordenador, uma câmara de compensação de comércio e conhecimento." (LE GUIN, 2005, p. 41-42)

Em A mão esquerda da escuridão, assistimos um momento importante do ciclo hainiano: a integração de um país de "desenvolvimento inferior" ao Ekumen. O método de integração (ou colonização, se preferir usar a palavra) é bastante simples. O Ekumen envia uma única pessoa de cada vez ao planeta, o Primeiro Móvel,, com a missão de convencer governos locais "menos desenvolvidos" da importância de se integrarem. Se os governos não concordarem, o Ekumen seguirá insistindo. Atente ao detalhe perverso: não há possibilidade possível aos planetas em não entrarem na liga interplanetária. Cito um trecho esclarecedor palavras do Primeiro Móvel sobre a integração do planeta Gethen:

"Os Estáveis do Ekumen são homens muito pacientes, senhor. Vão esperar cem, quinhentos anos, até que Karhide e o restante de Gethen deliberem e decidam se desejam unir-se ao resto da humanidade.” (LE GUIN, 2005, p. 41)

            Em outro trecho do romance, Argaven Harge, o rei da nação Karhide em Inverno, recebe algumas respostas do Primeiro Móvel sobre esta integração. Eis o diálogo:

“- Não fiz segredo disso, senhor. O Ekumen quer uma aliança com as nações de Gethen.

- Para quê?

- Lucro material. Expansão do conhecimento. Aumento da complexidade e intensidade no campo da vida inteligente. Enriquecimento da harmonia e da glória maior de Deus. Curiosidade. Aventura. Prazer.” (LE GUIN, 2005, p. 41)

            Mais adiante, o Primeiro Móvel explica que nem sempre as relações podem ser amistosas e que o Ekumen poderá intervir no planeta que se insurgir:

“(…) o Ekumen interfere como mediador, tentando fazer um ajuste, um acordo, uma escolha legal ou ética. Agora, se o Ekumen, como experiência no superorgânico, vier a fracassar, terá que se tornar uma força de paz, desenvolver uma polícia e assim por diante.” (LE GUIN, 2005, p. 135)

Dessa forma, é possível vislumbrar que a autora posiciona-se de maneira crítica em relação às posições integradoras (ou mesmo coloniais) do planeta Hain em relação ao planeta Gethen.

Entretanto, mesmo com estes sentimentos anti-colonialistas aflorados, a vivência estadunidense de Le Guin irá a trair: a narrativa é feita claramente pendendo ao lado hegemônico do universo. Afinal, o posicionamento crítico não lhe garante imaginar a vivência na pele subalterna de uma pessoa nascida em países "subdesenvolvidos". É uma escritora nascida e criada no Primeiro Mundo.

O fracasso imaginativo por não conhecer outra vida que não a estadunidense a leva a uma via única de narração: priorizar o ponto de vista hainiano.

Observe que interessante: nossa escritora "ativista anti-imperialista, anti-colonial" irá compor justamente uma narrativa que gira em torno do Primeiro Móvel, um funcionário do Ekumen, quem irá trazer a má notícia da "integração" ao Planeta Gethen, ou seja, quem narra pertence ao lado imperialista das galáxias, mesmo que possa ser crítico sobre sua atividade. Embora o romance traga trechos narrados por habitantes de Gethen (a obra é composta por colagens de gêneros textuais distintos, de rezas, provérbios a diários e apontamentos), é nítido que a narrativa apresente toda a ação engendrada a partir dos passos do Primeiro Móvel. A narrativa somente avança à medida que a missão do Primeiro Móvel irá se desdobrar. Não conseguimos, em nenhum momento, acompanhar outros acontecimentos da vida em Gethen fora deste prisma narrativo - mesmo as inserções do diário de Estraven ou as lendas contadas, todo o material que constitui as colagens é feito em função da linha mestra da ação: integrar Gethen ao Ekumen.

Não é curioso que Ursula Le Guin não consiga largar seu ponto de vista hegemônico? Não é interessante que se apegue justamente à visita do Enviado? Chamo isto de "fracasso imaginativo", mas vejam como sofremos estes aprisionamentos mentais a respeito de lugar em que crescemos, classe social que pertencemos, momento histórico, raça, gênero. Esta percepção limitadora somente nos informa sobre uma outra urgência: é importantíssimo ler narrativas de outros pontos de vista! Como uma pessoa do Brasil poderia imaginar esta narrativa?

 

Seres ambissexuais ou nem tanto

O grande feito de Ursula Le Guin em A mão esquerda da escuridão é propor que imaginemos um planeta, que se chama Gethen (ou Inverno para os hainianos), no qual habitantes teriam a aparência andrógina na maior parte do tempo. Quando entram no cio, o kemmer, adquirem características femininas ou masculinas, podendo, assim, qualquer habitante gerar no ventre um filho – uma frase que ficou famosa com a publicação do livro foi “the King was pregnant” ("o rei estava grávido").

A hipótese para essa característica dos gethenianos seria praticamente um crime contra espécies: parece que seriam fruto de manipulações genéticas dos hainianos.

Nas palavras da investigadora Ong Tot Oppong:

“Dia 81. Parece provável que eles tenham sido uma experiência. A ideia é desagradável. Mas, agora que há evidências de que a Colônia Terráquea foi uma experiência, com a implantação de um grupo Hainiano Normal num planeta com seus próprios proto-hominídeos autóctones, a possibilidade não pode ser ignorada. (...) Acidente, talvez; seleção natural, dificilmente. Sua ambissexualidade tem pouco ou nenhum valor adaptativo.” (LE GUIN, 2005, p. 91)

            Na obra, são bem precisas as descrições biológicas sobre como estes seres procriariam. Cito um trecho da investigadora Ong Tot Oppong com seu vocabulário biologizante:

“O ciclo sexual dura, em média, de 26 a 28 dias (eles tendem a falar em 26 dias, aproximando-o do ciclo lunar). Durante 21 ou 22 dias, o indivíduo é somer, sexualmente inativo, latente. Por volta do 18o dia, mudanças hormonais são desencadeadas pelo controle pituitário e, no 22o ou 23o dia, o indivíduo entra no kemmer, o cio. Nesta primeira fase do kemmer (secher, em karhideano), ele permanece completamente andrógino. O gênero ou a potência não são atingidos em isolamento. Um getheniano, na primeira fase do kemmer, se deixado sozinho ou na companhia de outros que não estão no kemmer, permanece incapaz de coito. Contudo, o impulso sexual é tremendamente forte nessa fase, dominando a personalidade, submetendo todos os demais impulsos à sua vontade. Quando o indivíduo encontra um parceiro no kemmer, a secreção hormonal recebe novo estímulo (principalmente pelo toque... Secreção? Cheiro?), até que, num dos parceiros, ocorra a dominância hormonal masculina ou feminina”.” (LE GUIN, 2005, p. 92)

Gethenianos então possuem a capacidade de se mostrarem, no cio, como "homens" ou "mulheres". Depois, voltam a uma espécie de estado de latência corporal, como se a atração sexual não fosse ativada fora do cio.

Aqui podemos fazer uma pausa e viajar com as possibilidades que poderiam ter sido exploradas por Ursula Le Guin e não foram. Por exemplo, em primeiro, não deixa de ser curiosa preferência pela heterosexualidade no planeta, embora não haja muitos detalhes a respeito no livro. Em segundo, é digna de nota a falta de criatividade na divisão do padrão binário - somente masculino e feminino. Qual o motivo de não haver umas cinco externalizações distintas de gênero? Em terceiro, qual o motivo da biologia ser o fator preponderante nas explicações? Habitantes de Gethen não poderiam escolher por questões identitárias seu gênero? Você pode bolar mais quatro ou cinco perguntas de unicórnio que quiser neste momento.

Claro que podemos apontar o momento histórico: no final dos anos de 1960, talvez questões assim não se colocassem na ordem do dia. Seguimos adiante com as observações a respeito de fracassos imaginativos de Le Guin como uma mera exemplificação de nossos limites imaginativos:

Embora a autora se proponha imaginar um planeta em que não existe marcação de gênero, a mais extensa curva dramática, em torno da qual gira toda a narrativa, é o relatório de Genly Ai, o primeiro Móvel no planeta Gethen, como apontei no tópico anterior. Agora, pasme: esta personagem é um homem!

Sim, um homem do Planeta Terra! Não é incrível que Le Guin se proponha a este ponto de partida?

Veja, somente estamos discutindo tudo isso (se é que você teve paciência em ler até agora), pois podemos aprender muito com esses limites imaginativos. Le Guin é estupenda e muito de seus "fracassos" nos trazem ganhos maravilhosos de leitura. Sendo Genly Ali um homem, seu desconforto é notável ao entrar em contato com gethenianos; vindo de um planeta mais "desenvolvido", não mostra preconceito e procura ser cortês para conseguir a confiança de gethenianos; sua educação o faz ciente do quanto erra nos códigos de boa educação locais.

Enfim, o livro é maravilhoso. Vamos descobrir que, em Gethen, há um rei de um lado e burocratas de outro. Já te contei que os terráqueos seriam pessoas negras? Genly Ai terá que lidar emocionalmente com habitantes de Gethen e verá a verdadeira face do gelo.

 

A leitura e o vislumbre de outros mundos

Observar esses limites imaginativos só nos torna mais conscientes das dificuldades que temos de vislumbrar um outro mundo, além de nossas experiências e cotidiano.

Nos traz a urgência e a necessidade de se ler outras vozes. Outras vivências políticas. Outras possibilidades de lidar com o próprio corpo, com a própria comunidade. Outras vivências além dos limites em que vivemos no Brasil de agora, tão estreitos e sombrios. Além de ser um convite a ler este livro que adoro, A mão esquerda da escuridão, aqui fica um convite para você ler outras ficções -  fantásticas, científicas, políticas - e se perguntar, naquela espécie de sonho que uma boa leitura provoca, sabe que eu nunca pensei nisso?

 

* * *

Referências para você ler num outro dia:

JAMESON, Fredric. Archaeologies of the future: the desire called utopia and other science fictions. London: Verso, 2005.

LE GUIN, Ursula. A Mão esquerda da Escuridão. Trad. Susana Alexandria. São Paulo: Aleph, 2005. Há uma edição mais recente da editora.

LEM, Stanislaw. Lost Opportunities. In: SF Commentary. Melbourne, n. 24, nov. 1971.

RÜSCHE, Ana. Utopia, feminismo e resignação em The left Hand of Darkness e The Handmaid’s Tale.Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e Linguísticos em Inglês do DLM-FFLCH, Universidade de São Paulo, 2015. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-09092015-164853/pt-br.php. Acesso em 6 de set. 2017.

TILLACK, Tim. Essay: the critical reception of Ursula K. Le Guin's “Left Hand of Darkness”. Disponível em: http://knowledgeeater.blogspot.com.br/2011_10_01_archive.html. Acesso em: 14 de dez. 2014.

WATSON, Ian. Le Guin's Lathe of heaven and the role of Dick: the false reality as mediator. In: Science Fiction Studies. Greencastle, IN, n. 5, vol. 2, parte 1, mar. 1975. Nota n. 4. Disponível em: http://www.depauw.edu/sfs/backissues/5/watson5art.htm. Acesso em: 13 de dez. 2014.

 

 

 

 

Verão 2018 / Nebulosa: ficção científica escrita por mulheres

Ana Rüsche

Ana Rüsche é escritora. Autora da novela “Do amor – o dia em que Rimbaud decidiu vender armas” (Ed. Quelônio, no prelo) e “Furiosa” (poesia, edição da autora, 2016), entre outros livros. É doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês na Universidade de São Paulo com a tese “Utopia, feminismo e resignação em The left hand of darkness e The handmaid's tale”, romances de Ursula Le Guin e Margaret Atwood.

Página da autora www.anarusche.com
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

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